Life is Strange – Por que jogar?

Se me perguntassem uma semana atrás qual era o meu jogo favorito, eu diria Tomb Raider, mas comecei a jogar Life is Strange. Consegui zerar o jogo em três dias e digo com toda convicção: é meu game favorito e terão que ralar muito para tomar o lugar dele. Mas por que ele é tão incrível? O que faz com que o segundo título da Dontnod Entertainment conquiste o primeiro lugar da minha lista de games favoritos e na de várias outras pessoas?

Em primeiro lugar, posso falar da questão gráfica do game. Não se tratam de gráficos mega realistas, com animações ultra modernas para o cabelo ou uma física absurdamente verossímil. Os gráficos de Life is Strange são meio cartunizados, o que dá a impressão de estarmos lendo uma história em quadrinhos.

A trilha sonora do game é algo primoroso. Por não se tratar de um jogo de ação, não temos músicas impactantes no sentido de fazer seu sangue ferver, como temos em Tomb Raider, mas trilhas singelas, que dão uma serenidade especial ao game. Mesmo em cenas dramáticas e tristes, as músicas não são do tipo usadas em filmes blockbusters, por exemplo, mas conseguem construir absurdamente bem o cenário e fortalecer ainda mais as emoções que tudo no jogo passa, até melhor do que um música só com um piano melancólico faria.

E por se tratar de um jogo focado no storytelling, não posso deixar de mencionar o enredo como o ponto mais forte de todo o jogo. O que no início começa como uma história de uma adolescente meio excluída que reencontra sua melhor amiga de infância, rapidamente se transforma em um mistério com pontos dramáticos extremamente bem construídos. A construção de persongens é muito bem feita, fazendo com que você se apegue por uns e odeie outros. O ponto máximo, é que o jogo nem sempre é igual para dois jogadores. A mecânica dele faz com que as decisões que você tome, afetem como o jogo vai seguir. Então, se você não jogou, quando for jogar, tente conversar bastante com as pessoas, isso pode ajudar.

Life is Strange mescla drama e mistério e fala sobre assuntos seríssimos, como bullying, suicídio, drogas, depressão, aborto e homossexualidade, tudo isso abordado de forma primorosa e, no caso da homossexualidade, de forma muito natural, como deveria ser no mundo real. Se você não jogou Life is Strange por que pensou ser um jogo de “garotinha” (aliás, isso é um termo mega machista e por isso está entre aspas) só pelo fato de ser uma garota de escola a protagonista, você errou. Jogue! É um game que deveria ser obrigatório para todos. Se você assistiu Os 13 porquês e gostou, jogue Life is Strange, pois trata de praticamente os mesmos temas, porém com uma abordagem um pouco diferente.

E para a alegria (ou tristeza) de todos, a Dontnod Entertinment anunciou o segundo título do jogo. Então, aguardem, pois em breve teremos Life is Strange 2.

Um abração e até a próxima! o/

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  • Thais Souza

    Adorei! Esse jogo é incrível mesmo!
    Descobri ano passado e passei dias seguidos jogando-o. Cada vez com escolhas diferentes, só para ver as mudanças, mesmo que fossem pequenas. É o meu 2º game preferido (ainda não tiraram o 1º lugar de Final Fantasy X hahaha), mas eu fiquei muito feliz, pois valorizo muito a história e os personagens. E Life is Strange não pecou nesse aspecto. Você não consegue parar de jogar 🙂
    Dei pulos de alegria quando fiquei sabendo que ganharia uma continuação. Estou muito empolgada! ^^

    • O jogo é incrível mesmo. A sensibilidade que o enredo tem é demais. Estou jogando pela segunda vez, tentado fazer diferente, e vejo quanta coisa legal você deixa de fazer na primeira vez. É o tipo de obra que você TEM que jogar mais de uma vez (ou até mais de duas).
      Esse é meu game favorito. Não conheço Final Fantasy, até porque não sou muito de jogar. Tanto que se for ver meus posts, eu devo ter uns dois sobre jogos, no máximo.

      Valeu pelo comentário, Thais.
      Abração! o/